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Artigo

Psicologia Analítica: conceito de inconsciente, inconsciente coletivo e arquétipo

Carl Gustav Jung resgata o termo “inconsciente” da Psicanálise, apesar de entendê-lo de maneira diferenciada e muito mais ampla. Reformulando este conceito, entende o inconsciente como engendramento criativo e transformador, parte fundamental e por assim dizer, primordial. Isso porque antes da própria mente, existiria uma instância inconsciente, coletiva. Em 1919, usa pela primeira vez o termo arquétipo que constrói juntamente com a concepção do inconsciente coletivo. 

A personalidade humana seria um depósito da ancestralidade, estruturada a partir da canalização da interação com o ambiente e o desenvolvimento. Partindo do pressuposto do inconsciente pessoal, supõe a existência de um inconsciente coletivo contendo herança biológica e psicológica, traços de memória herdados de um passado ancestral, pré-humano e animal, que serviriam de determinante para o comportamento e influenciariam diretamente o pessoal, tornando-os indivisíveis. A partir da análise da história da humanidade busca fundamentar o que seria esse “alicerce do psiquismo”, como resíduos psíquicos da evolução experimentada por gerações anteriores que projetam a predisposição das reações humanas ao mundo externo, “(...) nossa mente jamais poderia ser um produto sem história, em situação oposta ao corpo, no qual a história existe” (JUNG, 1964, p. 67).

Esses conteúdos não provêm de uma experiência pessoal e não variam de um indivíduo para o outro, sendo influenciados pela adaptação sofrida ao longo do desenvolvimento da espécie. A diferença primária na concepção de inconsciente de Jung e de Freud, é que o primeiro o concebia como instância criativa configurada em sua própria linguagem e ancestralidade, que funciona servindo á espécie e ao indivíduo, enquanto ao último o inconsciente pareceria como o detentor de conteúdos sexuais reprimidos de lugar primordial na análise psíquica. A questão do inconsciente expressa o ponto de vista junguiano, na compreensão da personalidade sob aspectos teleológicos e ao mesmo tempo, causais.  
         
Os arquétipos seriam formas sem conteúdo específico, inatos, inconscientes e reguladores de nossa percepção, na medida em que determinam nosso modo de apreensão da realidade, a forma e a direção do instinto, revelando-se como “imagem primordial”, sem existência material própria. Como modelos prévios da formação psíquica, os arquétipos representam exatamente as imagens da atmosfera vivida na ancestralidade humana, “Os arquétipos do inconsciente são correspondentes aos dogmas religiosos” (JUNG, 1944, p. 21).

Fortemente ligados aos temas mitológicos, esses modelos reaparecem em contos e culturas de épocas diferentes ou em tipos recorrentes de figuras e situações, podendo retratar imagens positivas ou negativas. Coletivos, são relacionados ao universal herdado, comum á todos. O mundo dos deuses e espíritos nada mais são, do que ideias universais do inconsciente coletivo.

No lugar da figura estática e depositária, a expressão da totalidade psíquica seria algo construído em movimento, um crescimento em direção a Si-Mesmo. Esse Si-Mesmo seria o todo psíquico que engloba as diferentes esferas, individuais e coletivas. O processo na direção da totalidade psíquica e desenvolvimento da personalidade integradas em ego, consciente e inconsciente, foi chamado por ele de “processo de individuação”.

Diante da totalidade do sujeito, os arquétipos são tidos como referência de um conceito psicossomático, que integra psique, corpo, imagem e instinto. Percebidos em comportamentos externos relacionam-se principalmente com as experiências essenciais da vida com grande carga afetiva, como a morte e o nascimento, além de tipos recorrentes como “o mito do herói”, “o velho sábio”, “demônios”, “mãe-terra” etc. A história de Édipo, para Jung, seria a configuração de outra ilustração arquetípica.

Enviado por: Dr(a). Juliana Santos Monteiro Vieira , Psicologia
Data: 11/10/2015
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