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Artigo

Psicologia Analítica: a existência de dois opostos em um ser (Anima e Animus)

A transcendência do dual e a reconciliação dos opostos são preocupações centrais na teoria analítica e assunto do qual Jung dedica-se em muitas de suas obras. A vivência dos opostos é considerada pré-condição em todo o desenvolvimento psíquico e baseia-se na lei da termodinâmica. Sem ela, não há experiência de totalidade. Através dos polos consciente-inconsciente, essa lei exerceria função compensatória nas instâncias psicológicas, “(...) apesar de se unirem, o homem e a mulher representam opostos irreconciliáveis, os quais, quando ativados, degeneram em hostilidade mortal. Este par primordial de opostos é o símbolo de todos os opostos possíveis e imagináveis (...)” (JUNG, 1944, p. 163).

As contrapartes sexuais do humano são definidas por Jung como partes integrantes do inconsciente, os arquétipos “Anima e Animus”. A contrassexualidade se caracteriza por estruturas arquetípicas inconscientes que representam a parte sexual oposta de cada indivíduo, imagens interiores idealizadas e procuradas geralmente em algo externo ao Ser. Essas imagens não constituem formações apenas individuais, mas uma originalidade efêmera á existência, como sedimentos ancestrais, sendo ponte para os conteúdos da psique. Constituem-se como “imagens virtuais” ou predisposições psíquicas, “Assim, todo Ser do homem, corporal e espiritualmente, já pressupõe o da mulher. Seu sistema está orientado a priori para ela (...)” (JUNG, 1982, p. 80).

Fundamentalmente cerceadas, essas imagens deveriam ser trabalhadas na busca da diferenciação e conscientização de seu conteúdo. O “tornar consciente” permitiria uma personalidade mais unificada, disposta ao processo de individuação. A negação instintiva dos desejos basearia a vida do homem no medo e na autodestruição. È claro, portanto, que nas contrapartes existem aspectos essencialmente diversos no tocante da diferenciação.

A anima tem um caráter animalesco, de multiplicidade, arquétipo do relacionamento interno. Seria a representação arquetípica do feminino no homem, liderada pelo princípio de Eros. Já o animus, representaria não só uma pessoa, mas uma pluralidade. Seu papel indispensável no processo de individuação estaria ligado à função de ‘psicopompo’, como um guia conduzindo a mulher a seu mundo interior. Seria comumente representado por uma “assembleia de pais/juízes”, com suas leis incontestáveis, construídas em uma espécie de cânone da verdade (JUNG, 1982, p. 98). Possui um caráter coletivo e impessoal, apresentando-se de diversas formas. A tendência do Logos paterno controlador, corajoso, firme e voltado para a ação, configura o arquétipo masculino na mulher. Esse tipo de concepção aparece em forma de senso comum ou de pré-conceito, podendo manifestar-se em forma de ensinamento.

Desiguais em seus modos de manifestação, essas figuras guiariam a alma em processos de transição. Enquanto a anima é personificada, no sentido de tornar visíveis conteúdos inconscientes, o animus não visa apenas á percepção, mas a compreensão e o sentido, fortalecendo-se pelo princípio Logos, uma razão essencial que exerce força particular. Os indivíduos necessitam da “passagem” dessas características sexuais, a partir da relação com o sexo oposto. São influenciados principalmente pela representação do pai do sexo oposto ao do indivíduo, podendo também ficarem presos aos Complexos parentais da infância, inibindo consequentemente a pulsão de autonomia. São também fontes de projeção, criatividade e formação de imagens, prospecção de atração futura, de acordo com sua realidade anímica. É equívoco pensar que a maneira de se relacionar com um parceiro não está diretamente ligada á maneira de lidar com seu próprio animus-anima.

A terapia analítica propõe na individuação o diálogo fundamental com as contrapartes sexuais, que auxiliariam a compreender as diferenças e a verdadeira personalidade de cada um dos dois. Assim, a promoção da aproximação do homem com seu lado feminino e da mulher com seu lado masculino permitiriam a compreensão não só de si mesmo em suas projeções, mas de seus parceiros reais (SANFORD, 1986).

Enviado por: Dr(a). Juliana Santos Monteiro Vieira , Psicologia
Data: 11/10/2015
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